1º) Ou são jogadores com suficiente skill para construir um baralho competitivo ou;
2º) Vão a este site e vejam os artigos de Jacob Van Lunen. Se não encontrarem cliquem em "All Archives".
Claro que a segunda opção é sempre a mais fácil, mas não se esqueçam que o que distingue um jogador regular de um experiente é a capacidade de construir decks caseiros e funcionais (Tal como um amigo meu uma vez me disse e tem toda a razão).
Mas se não conseguirem tal proeza e forem novatos nesta matéria, leiam os artigos de Jacob Van Lunen e não se ralem mais com o assunto. Não se preocupem que chegam lá.
No fim de fazer ou escolher um deck, façam as contas. Se estiver dentro do vosso orçamento óptimo, no entanto vamos discutir agora uma outra faceta importante neste assunto.
Existem 4 formatos em Portugal - Vintage, Legacy, Extended e Standard ou T2. Ao escolher um deck eu vou ter que pensar se compensa o dinheiro gasto tanto em durabilidade como qualidade. Standard por exemplo sofre rotações a um ritmo elevado. Extended sofre rotações a um nível muito mais demorado que Standard e Legacy e Vintage são decks que duram uma vida. Portanto agora pergunto-vos, que formato jogam?
Vamos considerar um determinado pensamento - Eu posso investir em T2 porque adoro o formato, mas sou um jogador de low budget. Isto levanta-me alguns problemas, sendo que o primeiro é que o meu deck de T2 terá uma validade de talvez 1 ano no máximo. Então eu considero o seguinte pensamento - Vale a pena? Não.
Se eu por outro lado investir em Extended eu tenho mais probabilidades de construir um deck que me dure 2/3 anos. Ora aí está uma escolha económica para quem tem uns trocos a menos.
Legacy e Vintage são decks de durabilidade infinita, mas são muito dispendiosos.
Como vêem é importante escolher não só o deck em função do orçamento, mas em também em função da durabilidade.
Temos portanto de conjugar 3 coisas importantes - Durabilidade, Formato e Qualidade.
Não é fácil e muitos sabem-no tão bem ou melhor que eu. Temos de ter também um pouco de visão de futuro. Quando falo de visão do futuro, refiro-me a planear uma wantlist de cartas que pretendemos num x de tempo, sendo x de tempo proporcional ao dinheiro. É necessário então ter uma grande virtude - paciência.
Para finalizar, vou agora elaborar um conjunto de regras para quem tem este problema:
1) Tem sempre muita calma em relação a Magic the Gathering. Tenta ver o jogo mais como um hobbie e duma forma mais descontraída. Se levares o jogo muito a sério acabarás por desmoralizar. Nunca te esqueças que "grão a grão enche a galinha o papo";
2) Se possível faz trocas de cartas que valam algo. Se não tens nada pede emprestado. Julgas que a maior parte dos campeões tem playsets de tudo em Portugal? Desengana-te. Há muita gente a pedir emprestado.
3) Se jogas pelo rating planeia à frente. Dedica-te durante um tempo a casuais até teres investimento para um deck competitivo mais à frente. A paciência é amiga da perfeição.
4) Esta regra é para todos, até os que têm muito dinheiro. Ajudem-se uns aos outros e sejam humildes. Isto para além de um jogo é uma forma de conhecer pessoas novas, entre as quais novas amizades. Se tens muito material que nem usas empresta algum a quem necessite. Podes vir a precisar 1 dia.
5) Se desistires porque desanimaste, não vendas tudo. Guarda. Um dia se voltares arrependeste de não o teres feito. O bichinho por este jogo fica sempre lá.
6) Nunca menosprezes determinada carta ao veres uma edição e tenta estudar ao máximo o impacto de cada carta no metagame e o porquê da sua existência.
7) Regra de ouro. Sempre que puderes compra à frente, antes das edições sairem faz logo a tua reserva antes que as cartas aumentem. Comuns e Incomuns primeiro, Raras por ultimo.
Espero que tenham gostado deste artigo. Voltem sempre e obrigado por lerem.
Cumprimentos
